Programa de Pós-Graduação em Neurociências

Regulamento de cursos de Pós-Graduação da UFF

NOVO REGULAMENTO PARA OS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO “STRICTO SENSU” DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
(anexo da Resolução CEP  nº  121/00)

 

PARTE I – DAS DISPOSIÇÕES  GERAIS

 

CAPÍTULO I – DAS MODALIDADES DE PROGRAMA E SEUS OBJETIVOS
Art. 1º – Os Programas de Pós-graduação da Universidade Federal Fluminense regem suas atividades pelo Regimento que se segue.
Art. 2º – Os Programas Stricto sensu (Cursos de Mestrado e Doutorado) estão afeitos  à Pró-Reitoria  de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP), que define a política de pós-graduação e elabora, em conjunto com os Coordenadores de Programa, as diretrizes gerais da Pós-graduação na Universidade Federal  Fluminense.
Art. 3º – Os Programas Stricto sensu  têm como objetivos  principais  a formação  e o aprimoramento em alto nível de pessoal qualificado, comprometido com o avanço do conhecimento, visando o exercício de atividades de pesquisa  e/ou magistério  superior.
CAPÍTULO II – DAS CARACTERÍSTICAS  DOS PROGRAMAS
Art. 4º-  Constituem aspectos comuns dos Programas Stricto sensu :
I) estrutura curricular flexível, em termos de conteúdo, disciplinas e atividades acadêmicas;
II) sistema de créditos;
III) matrícula mediante seleção ou transferência;
IV) inscrição em disciplinas ou atividades acadêmicas, sob orientação docente;
V) avaliação do aproveitamento escolar;
VI) exigência   de trabalho final;
VII) qualificação do corpo docente nos termos deste Regulamento;
VIII)  existência de professor orientador;
IX) direção colegiada.
CAPÍTULO III – DA CRIAÇÃO E FUNCIONAMENTO
Art. 5º – O processo de criação de Programas de pós-graduação Stricto sensu nesta Universidade deverá contemplar, necessariamente, os seguintes aspectos:
I) vinculação ao Projeto Institucional de Desenvolvimento da Pós-graduação;
II) elaboração de projeto de criação, nos termos deste Regulamento.
Art. 6º –  A proposta de criação de Programas Stricto sensu, conforme modelo atualizado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) para apresentação de novas propostas para cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissionalizante e doutorado, será apreciada pelo(s) Colegiado(s) da(s) Unidade(s) envolvida(s), pelo Conselho do Centro Universitário respectivo e pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação,  que a encaminhará  ao Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) para aprovação dos aspectos educacionais, após o que será submetida ao Conselho Universitário (CUV) para a resolução final.
§ 1º – A proposta de criação de mestrado acadêmico será formalizada e aprovada pelo(s) Departamento (s) de Ensino envolvido(s).
§ 2º – A proposta de criação de mestrado profissionalizante será formalizada e aprovada pelo(s) Departamento(s) de ensino envolvido(s) ou pelo colegiado do Programa de Pós-graduação estabelecido(s).
§3º – A proposta de criação de curso de doutorado será formalizada e aprovada pelo colegiado do programa de mestrado estabelecido.
§ 4º- A proposta de criação de Programa de mestrado acadêmico e doutorado será formalizada e aprovada pelo(s) Departamento (s) de Ensino envolvido(s).
Art. 7º –  A carga horária total e a duração dos Programas Stricto sensu são as seguintes:
Doutorado – A carga horária mínima será de 1.440 (um mil quatrocentas e quarenta ) horas, com duração mínima de 24 (vinte e quatro) e máxima de 48 (quarenta e oito) meses, além do período máximo (Art 17o) de trancamento a que o aluno tem direito;
Mestrado – A carga horária mínima será de 720 (setecentas e vinte) horas, com duração  mínima de 12 (doze) e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, além do período máximo de trancamento a que o aluno tem direito.
Parágrafo Único – Em casos excepcionais este limite de duração poderá ser ultrapassado, mediante solicitação fundamentada do orientador ao Colegiado do Programa, que decidirá sobre a prorrogação.
Art. 8º – O início do funcionamento de um Programa Stricto sensu criado pelo Conselho Universitário estará condicionado à prévia recomendação deste Programa   pela CAPES ou outro órgão equivalente de avaliação do Ministério da Educação (MEC).
CAPÍTULO IV – DA EXTINÇÃO
Art. 9º – O Programa de Pós-graduação que, por duas avaliações consecutivas da CAPES, não conseguir alcançar conceitos positivos de qualificação, terá sua extinção proposta pela PROPP ao Conselho de Ensino e Pesquisa.
Art. 10 – Uma vez extinto um Programa de Pós-graduação pelo Conselho Universitário, somente poderá ser criado novo Programa de pós-graduação na (s) mesma(s) área (s)  de concentração após  decorridos 2 (dois)  anos, mediante nova proposta, como definida no capítulo III da Parte I deste Regulamento.
CAPÍTULO V – DA ADMISSÃO AOS PROGRAMAS
SEÇÃO I – DAS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS
Art. 11 – O ingresso de alunos em Programa de Pós-graduação ocorrerá por meio de processo seletivo periódico, sendo as seguintes exigências mínimas para admissão a serem regulamentadas em edital do Programa:
I) ter concluído curso de graduação  devidamente reconhecido, validado ou revalidado;
II) apresentar  a documentação exigida no edital;
III)      estar habilitado a cumprir as exigências específicas do programa, explicitadas     no edital;
SEÇÃO  II – DA SELEÇÃO
Art. 12 – Cada Programa Stricto sensu elaborará  seu próprio  edital de seleção, obedecendo ao seu Regimento Interno e contendo, no mínimo:
I) número de vagas, discriminadas em separado para candidatos nacionais e estrangeiros, se for o caso;
II) qualificações específicas do candidato;
III) cronograma e critérios do processo seletivo.
Parágrafo Único – O edital de seleção  será encaminhado pelo Centro, ao qual o Programa está vinculado,  à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação  para análise técnica, homologação, devidos encaminhamentos e publicação em Boletim de Serviço.
SEÇÃO III – DA MATRÍCULA
Art. 13 – Para ser matriculado, o candidato deverá ter sido aprovado e classificado no processo seletivo.
Art. 14 – Poderá ser admitida a matrícula de alunos transferidos de outros Programas de pós-graduação Stricto senso credenciados, desde que existam vagas.
§ 1º – A transferência será requerida junto à Coordenação do Programa para o qual está  sendo pleiteada e será apreciada pelo seu Colegiado, que se manifestará pelo deferimento ou não do pedido.
§ 2º – No caso de ser concedido aproveitamento de estudos a alunos transferidos, as dispensas deverão obedecer ao disposto no artigo 34 deste Regulamento.
Art. 15 – Uma vez concluída a seleção, as secretarias dos Programas farão a inclusão dos aprovados no sistema de processamento acadêmico correspondente.
Parágrafo único –  Ao final de cada processo seletivo, os Coordenadores de Programa deverão encaminhar à Pró-Reitoria  de Pesquisa  e Pós-Graduação a Ata de Seleção, com o número de candidatos inscritos, os nomes dos candidatos aprovados e a sua documentação do aluno, bem como o número da respectiva matrícula gerada.
SEÇÃO IV – DA INSCRIÇÃO EM DISCIPLINAS
Art. 16 – A cada período letivo, os alunos procederão à inscrição em disciplinas ou outras atividades acadêmicas, conforme calendário divulgado pelo Programa.
Parágrafo único – Poderão ser aceitas inscrições avulsas,  em até duas disciplinas, de alunos oriundos dos Programas de Graduação da UFF ou de graduados;  a critério do Colegiado do Programa.
CAPÍTULO VI – DO TRANCAMENTO E CANCELAMENTO
Art. 17- O aluno poderá permanecer em trancamento por, no máximo, 01 (um) período letivo estabelecido pelo Programa.
Parágrafo único – O trancamento poderá ser solicitado ao Coordenador do Programa, ou poderá ser automático, quando o aluno não se inscrever em disciplinas e/ou atividades acadêmicas dentro dos prazos determinados pelo Programa.
Art. 18 – O aluno terá a sua matrícula cancelada:
I) quando esgotar o prazo máximo fixado para a integralização do curso, conforme art 7o;
II) quando reprovado por 02 (duas) vezes em disciplinas ou atividades acadêmicas;
III) quando não proceder, pela 2ª (segunda) vez, consecutiva ou não, à inscrição em disciplinas  e/ou atividade acadêmica; e
IV)  nos casos previstos no Regimento Interno do Programa.

 

PARTE II – DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS

 

CAPÍTULO I – DO REGIMENTO INTERNO
Art. 19 – Cada Programa de pós-graduação Stricto sensu  será regido por um Regimento Interno, constituído por normas comuns a todos os Programas e por normas específicas.
Art. 20 – O Regimento Interno será elaborado e aprovado pelo Colegiado do Programa, encaminhado ao Conselho do Centro  respectivo e, em seguida, enviado à Pró-Reitoria  de Pesquisa e Pós-Graduação para parecer técnico e posterior envio ao Conselho de Ensino e Pesquisa.
Parágrafo único – Eventuais alterações posteriores do Regimento Interno deverão seguir  a mesma tramitação  disposta neste artigo.
Art. 21 – Nenhuma norma específica de um Regimento Interno  poderá contrariar o Estatuto e  o Regimento Geral  da UFF, este Regulamento e sua legislação complementar, bem como a legislação superior do país.
CAPÍTULO II – DA ORGANIZAÇÃO ACADÊMICO- ADMINISTRATIVA
SEÇÃO I – DO COLEGIADO DO PROGRAMA
Art. 22 –  Cada Programa terá um Colegiado, cuja constituição será estabelecida em seu Regimento Interno.
Art. 23 – Caberá ao Colegiado:
I) aprovar o Regimento Interno e suas alterações;
II) aprovar o currículo do(s) curso(s) ministrados  pelo Programa e suas alterações;
III) definir critérios e mecanismos para credenciamento, descredenciamento e recredenciamento de professores;
IV) indicar à Pró-Reitoria  de Pesquisa e Pós-Graduação, para credenciamento, os professores que integrarão o corpo docente do   programa;
V) aprovar a programação acadêmica do(s) curso(s) ministrados pelo Programa;
VI) aprovar o(s) plano (s)  de aplicação de recursos postos  à disposição  do  programa pela UFF ou por agências  financiadoras;
VII) aprovar propostas de convênios;
VIII) aprovar editais de seleção de para ingresso de alunos no Programa;
IX) decidir sobre aproveitamento de estudos, observado o disposto nos artigos 34 e 35 deste Regulamento;
X) homologar os nomes dos orientadores e co-orientadores de teses;
XI) aprovar a composição das comissões examinadoras indicadas pelos orientadores;
XII) aprovar a comissão de validação e revalidação de diplomas, indicados pela Coordenação do Programa, bem como os respectivos pareceres;
XIII) homologar os relatórios das comissões examinadoras de seleção para admissão;
XIV) julgar as decisões do Coordenador do Programa,   a respeito de recursos que devem ter sido interposto no prazo improrrogável de 05 (cinco) dias úteis, a contar da ciência da decisão original.
XV) decidir sobre prorrogação de prazo de integralização do(s) curso(s) Programa.
Parágrafo único – Outras atribuições do Colegiado poderão ser definidas no Regimento Interno do Programa.
Art. 24 – As reuniões ordinárias do Colegiado terão a periodicidade estabelecida  no Regimento Interno do Programa.
Parágrafo único – As reuniões extraordinárias serão convocadas pelo Coordenador de Programa ou por meio de requerimento da maioria simples dos membros do Colegiado, sempre com antecedência mínima de 02 (dois) dias úteis.
SEÇÃO II – DA COORDENAÇÃO DE PROGRAMA
Art. 25 – Cada Programa será administrado por uma Coordenação, instância executiva das decisões emanadas do Colegiado.
Art. 26 – A Coordenação do Programa será exercida por um Coordenador e um Subcoordenador, com titulação de Doutor ou Livre Docente, escolhidos dentre os membros do Colegiado e pertencentes ao quadro permanente desta Universidade.
Parágrafo único –   O Coordenador e o Subcoordenador serão eleitos na forma definida no Regulamento Geral das Consultas Eleitorais, nomeados pelo  Reitor e subordinados ao Diretor do Centro Universitário em que se localize a área de ensino característica do Programa, de acordo com o Regimento Geral da UFF.
Art. 27 –  Cabe ao Coordenador de Programa:
I) convocar e presidir as reuniões do Colegiado do Programa;
II) coordenar as atividades didáticas do Programa;
III) dirigir as atividades administrativas da Coordenação de Programa;
IV) elaborar a programação acadêmica, submetendo-a  à apreciação do Colegiado do Programa;
V) propor os planos de aplicação de recursos, submetendo-os à apreciação do Colegiado do Programa;
VI) elaborar os editais de seleção, encaminhando-os ao Colegiado do Programa;
VII) indicar comissão encarregada de analisar e dar parecer nos processos de validação e revalidação de diplomas obtidos em instituições estrangeiras, conforme resolução do CEP sobre a matéria;
VIII) delegar  competência para a execução  de tarefas específicas; e
IX) decidir,  ad referendum , assuntos urgentes  da competência do Colegiado do Programa.
Art. 28 – O Subcoordenador  substituirá o Coordenador  em suas faltas e impedimentos, e o sucederá definitivamente, se o afastamento se der após decorrida mais  da metade do mandato.
§  1º – Se o afastamento  ou  impedimento do Coordenador se  der no decorrer da primeira metade de seu mandato, o Subcoordenador assumirá   a Coordenação do Programa e terá o prazo  de 60 (sessenta) dias para convocar o Colegiado, a fim de proceder a um novo processo eleitoral, para a indicação do Coordenador, sob pena  de o Programa ter a sua extinção recomendada pela Pró-Reitoria   de Pesquisa e Pós-Graduação  ao Conselho  de Ensino e Pesquisa.
§ 2º – Nas faltas e impedimentos do Coordenador e do Subcoordenador, assumirá  a Coordenação do Programa o Decano do Colegiado.
§ 3º – O Decano, ao assumir a Coordenação do Programa no caso de afastamento definitivo do Coordenador e do Subcoordenador, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para convocar o Colegiado para o processo eleitoral de escolha do Coordenador, sob  pena  de o Programa  ter a sua extinção recomendada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação  ao Conselho  de Ensino e Pesquisa.
SEÇÃO III – DA SECRETARIA
Art. 29 – Cada Coordenação de Programa terá uma Secretaria a ela subordinada, órgão executivo dos serviços administrativos e técnicos, dirigida por um Chefe de Secretaria, com atribuições definidas em Norma de Serviço baixada pelo Diretor de Centro Universitário, comum para todos os Programas.
CAPÍTULO III – DOS CURRÍCULOS
Art. 30 – Os currículos dos cursos de pós-graduação, que devem explicitar as matérias, disciplinas e outras atividades acadêmicas, serão elaborados e aprovados pelo Colegiado do Programa, encaminhados ao Conselho do Centro  respectivo e, em seguida, à Pró-Reitoria  de Pesquisa e Pós-Graduação, para parecer técnico e posterior envio ao Conselho de Ensino e Pesquisa.
Parágrafo único – A carga horária mínima e a duração do(s) curso(s) do Programa obedecerão ao explicitado no art. 7º deste Regulamento.
CAPÍTULO IV – DA PROGRAMAÇÃO PERIÓDICA DOS CURSOS
Art. 31 – Cada curso terá especificada a sua programação periódica anual, aí incluídas as disciplinas com as suas exigências e as demais atividades acadêmicas.
CAPÍTULO V – DO CORPO DOCENTE
Art. 32- O corpo docente do Programa será constituído por professores indicados pelo seu Colegiado para credenciamento à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que submeterá a indicação à apreciação de um relator, membro do colegiado de Coordenadores, para parecer e posterior deliberação da plenária. O credenciamento será temporário, com prazo estipulado pelo Colegiado do Programa.
§ 1º  – Dos docentes de programa de pós-graduação exigir-se-á a formação acadêmica adequada representada pelo título de doutor ou equivalente, produção intelectual contínua e relevante para sua área de atuação.
§  2º – O corpo docente do programa deverá ser  constituído por, no mínimo 75%  (setenta e cinco por cento) de professores do quadro permanente desta Universidade.
CAPÍTULO VI – DO REGIME ESCOLAR
SEÇÃO I – DO APROVEITAMENTO ESCOLAR E DE ESTUDOS
Art. 33 – Os critérios de aprovação do rendimento escolar serão traduzidos por freqüência e atribuição de notas.
§ 1º- A freqüência é obrigatória, sendo considerados reprovados os alunos que não obtiverem freqüência correspondente a, pelo menos, 75% (setenta e cinco  por cento)  da carga horária da disciplina e/ou atividade acadêmica.
§ 2º- Os resultados das avaliações serão  expressos por notas que vão de 0 (zero) a 10 (dez).
§ 3º- Serão  considerados reprovados os alunos que obtiverem nota menor que 6,0 (seis), por disciplina e/ou atividade acadêmica.
Art. 34- Poderão ser aceitos, a critério do Colegiado do Programa, os créditos obtidos em disciplinas e/ou atividades acadêmicas equivalentes às do  Programa, excluídos aqueles referentes ao trabalho final.
§ 1º- Poderão ser aproveitados até 1/3 (um terço) do total de créditos do programa, no caso de disciplinas ou atividades cursadas em outros Programas de Pós-graduação, desde que credenciados pela CAPES no momento de sua obtenção dos créditos.
§ 2º – O limite de 1/3 mencionado no parágrafo  1º poderá ser ultrapassado no caso de créditos ou outras atividades acadêmicas provenientes do próprio Programa.
§ 3º- Todas as solicitações de isenção de créditos deverão ser analisadas e validadas pelo Colegiado do Programa.
Art. 35- O aluno matriculado em um curso de Mestrado  poderá  passar diretamente para o Doutorado, desde que haja:
I) solicitação de seu  professor-orientador devidamente justificada;
II) avaliação  positiva de uma banca examinadora, composta por professores indicados pelo Colegiado  do Programa;
III) aprovação desta  avaliação  pelo Colegiado do Programa.
§ 1º- O aluno deverá  integralizar o currículo e atender às demais exigências regimentais do curso de Doutorado dentro dos prazos estabelecidos por este Regulamento.
§ 2º- O não cumprimento dos prazos estabelecidos neste regulamento incorre no que prevê o item I do artigo 18, deste Regulamento, com fins de cancelamento  de matrícula.
CAPÍTULO VII – DA CONCESSÃO DE TÍTULOS
SEÇÃO I – DAS EXIGÊNCIAS
Art. 36 –  São exigências para a obtenção  de título:
I)   apresentação e aprovação do trabalho final;
II)  integralização  curricular do curso;
III ) cumprimento das demais exigências do Programa.
IV)  demonstração de conhecimento 01 (uma) língua estrangeira, para o curso de mestrado, e duas para o curso de doutorado.
Parágrafo único – A integralização curricular sem apresentação e aprovação  do trabalho poderá dar direito ao certificado de Especialização, de acordo com Regimento Interno de cada Programa, observando-se o disposto no art. 7o na Resolução 03/99 de 5/10/99, do Conselho de Ensino Superior do MEC.
Art. 37- O aluno de doutorado será submetido a um exame de qualificação na forma prevista pelo Regimento Interno do Programa.
SEÇÃO II – DO TRABALHO FINAL
Art. 38 – Fica definido como trabalho final:
I) nos cursos de Mestrado  – dissertação  ou outro tipo de trabalho final, definido quanto às suas características pelo Regimento Interno do Programa, no qual o mestrando demonstre   domínio do tema escolhido.
II) nos cursos de Doutorado – tese que represente  trabalho original de pesquisa e real contribuição para a área de conhecimento, além de  satisfazer outras exigências  prescritas no Regimento Interno do Programa.
Art. 39- Para a elaboração de trabalho   final, o aluno solicitará, de comum acordo com o Coordenador do Programa, a designação  de professor-orientador, cujo nome deverá ser homologado pelo Colegiado do Programa.
§ 1º- Poderá haver, desde que previsto no Regimento Interno   do Programa, um co-orientador, ou um segundo orientador, do trabalho final, cujo nome deve ser igualmente homologado pelo Colegiado  do Programa.
§ 2º – O aluno poderá solicitar mudança de professor-orientador mediante requerimento fundamentado ao Colegiado do Programa, que deferirá ou não o pedido.
§ 3º- O professor-orientador poderá, em solicitação fundamentada ao Colegiado do Programa, interromper o trabalho de orientação.
Art. 40 – Cada professor não poderá orientar  mais do que 05 (cinco)  trabalhos finais, simultaneamente.
Parágrafo único – Em casos excepcionais, este limite poderá ser ultrapassado, mediante decisão do Colegiado do Programa.
Art. 41 – Os trabalhos finais serão julgados por comissão examinadora,  aprovada pelo Colegiado, constituída por no mínimo 03 (três) membros para o Mestrado e 05 (cinco) para o Doutorado, dentre os quais no mínimo 01 (um), no caso do mestrado, e 02 (dois) no caso do doutorado, devem ser de outra instituição de Ensino Superior.
Parágrafo único – A banca examinadora de  trabalho final visando titulação de Doutor deverá ser constituída exclusivamente  por membros portadores do título de Doutor  ou equivalente.
Art. 42- A comissão  examinadora, pela maioria de seus membros, indicará a aprovação ou não do trabalho final.
Parágrafo único – A comissão examinadora poderá   exigir modificações e estipular um prazo para a  reapresentação do trabalho final, dentro do prazo máximo concedido ao aluno para a conclusão do curso, através de parecer conjunto fundamentado.
SEÇÃO III – DA CONCESSÃO DE GRAU
Art. 43 – Cumpridas as formalidades necessárias à   conclusão do curso, o aluno deverá   requerer   a   expedição do diploma,  no respectivo Centro Universitário, que protocolará o pedido e o encaminhará  à Coordenação do Programa para que seja anexada  a documentação pertinente, da qual constarão, obrigatoriamente, o histórico escolar e a cópia da ata dos trabalhos finais com   o parecer conclusivo  da  comissão examinadora,  retornando o processo ao  Centro Universitário, para posterior encaminhamento à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
Parágrafo único – A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, depois de verificar se foi cumprida a legislação vigente, emitirá parecer técnico, que será encaminhado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos para emissão e registro do diploma.

 

PARTE III – DAS DISPOSIÇÕES  TRANSITÓRIAS E FINAIS

 

TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 44-  Os Programas de pós-graduação, em um prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias após a aprovação e publicação desta Resolução, deverão encaminhar, através do Conselho do respectivo Centro  Universitário, os seus Regimentos Internos, devidamente adaptados  e aprovados pelos Colegiados dos Programas, à Pró-Reitoria de Pesquisa  e Pós-Graduação, que os examinará e os remeterá ao Conselho  de Ensino e Pesquisa, com vistas à aprovação.
TÍTULO II – DAS DISPOSIÇÕES  FINAIS
Art. 45 – Os casos omissos   neste Regulamento  serão decididos  pelo Conselho de Ensino  e Pesquisa, após parecer da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
Art. 46 -Este Regulamento  entrará em vigor após a sua aprovação.
* * * * * *
Translate »